quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Bom ano letivo 2016/17!



Deixo-vos este vídeo, com o desejo de que vos inspire a fazer sempre mais e melhor! Basta clicar no título.





Fonte da imagem:https://thumbs.dreamstime.com/z/ilustrao-infantil-de-uma-face-de-sorriso-do-sol-1945834.jpg

sábado, 4 de junho de 2016

A bola, de Orlando Mesquita

Fonte da imagem:http://www.revistaproa.com.br/04/wp-content/gallery/oliveira3/mocambique6.jpg [consultado em 4.junho. 2016]






A Bola
é uma curta-metragem de Orlando Mesquita.

Realizador & Editor ORLANDO MESQUITA, câmara JOÃO COSTA, som VALENTE DIMANDE, música CHICO ANTÓNIO, dir. produção ABDUL MANAFE, produtora EBANO MULTIMEDIA

Prémios: Prémio Cannes Júnior, Prémio Canadá, Prémio África do Sul, Prémio Itália
Biblioteca Lincoln Centre Nova Yorque
Prémio Especial do Júri Festival de Cannes Júnior, 2002
Prémio Especial do Júri Festival de BANFF - Canadá, 2002
Prémio Especial do Júri Internacional de Estudantes de BANFF para melhor programa infantil - Canadá 2002
Melhor Filme Africano no Apollo Film Festival d, S.A. 2002
Menção Especial do Júri no Festival de Guanajuato, 2002
Prémio Instituto Camões para a melhor Curta Metragem de Expressão Lusófona – Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora, Portugal, 2003.

Sinopse

Bola de um lado para o outro, a rolar pelo chão moçambicano tão bem conhecido por Orlando Mesquita. Parece uma bola de pano, e é, mas debaixo de uma camada de tecido, debaixo de uma camada de fio, debaixo de uma camada de tecido e outra camada de fio, esconde-se uma coisa improvável, que ninguém imaginaria que estivesse ali…
Com esta intrigante curta-metragem, Orlando Mesquita faz com que os nossos olhos se esbugalhem de espanto, e, claro, que conheçamos a realidade, debaixo de tanto tecido e fio de uma bola.

Íris Ribeiro
Escola Básica da Venda do Pinheiro, 7.º D

Um dia importante, pelo olhar da Íris







Imagem in
http://www.apeema.com/wp-content/uploads/2014/06/dia-crianca.jpg [consult. em 4.junho.2016]


Criança

Sou um adulto pequenino.
Sou uma rosa a desabrochar.
Sou livre como um pássaro,
Pássaro esse a voar.
Voo livremente,
Sem gaiola,
Sem corrente.
Essas já desapareceram há muito,
Muito antes de eu nascer.
Sou livre e voo livre,
Sem nada a prender-me.
Além de livre estou contente,
Pois sou criança no presente.

Íris Ribeiro Nº.18 , 7.ºD

terça-feira, 3 de maio de 2016

A propósito do Dia da Mãe (1 de maio de 2016), um tesouro da Íris


In https://portomaterno.files.wordpress.com/2016/03/maos.jpg [consult.em 3 de maio de 2016]


Mãe

O teu sangue
nas minhas veias corre.
O teu amor para mim é infinito.
A tua voz acorda-me de manhã
com um humilde bom-dia.
Os teus braços aconchegam-me
quando o frio aperta.
Mas, mãe, e se tudo acabar,
se um dia tudo desmoronar,
vais estar lá para mim?
E, se o sol não vier, mãe,
vais acordar-me mesmo assim?
E, se o frio for tanto que congela, mãe,
vais abraçar-me mesmo assim?
Mas, mãe, e se tudo isto acontecer,
se já não estiveres aqui, diz-me, mãe,
vais continuar a olhar por mim?
Antes que o frio venha,
antes que o sol se vá,
deixa-me dizer-te que eu te amo,
e que se um dia tu não me fores acordar,
eu sei que, com o sol,
pela minha janela adentro irás entrar.
Íris Ribeiro, 7.º D

20 de maio de 1498-Chegada de Vasco da Gama à Índia



Alguns alunos do 8.º B, contam-nos como foi esta viagem histórica. Os textos foram elaborados num trabalho de articulação entre português e história, supervisionado pelas professoras M.ª João Silvestre e M.ª José Oliveira.


A Índia por uns trocos

Recordo que acompanhei o capitão Vasco da Gama na descoberta do caminho marítimo para a Índia porque gosto de aventura e dava jeito para ganhar uns trocos. Não terá sido só por isso, mas também porque Vasco da Gama me pareceu uma pessoa inteligente, bondosa e curiosa. A sua personalidade era forte e tinha que ter tudo à sua maneira. De corpo, era bem parecido, arranjava-se, mas sem muitos exageros. O capitão Vasco da Gama era uma pessoa com ideias fixas e isso entusiasmou-me a ir. Mesmo sabendo que era arriscado e mesmo com medo de morrer e de poder nunca mais ver a minha família, fui na descoberta.
No dia 8 de julho de 1497 embarquei na viagem para a Índia, a armada consistia em 2 naus, a comandada por Vasco da Gama, S.Gabriel, e a do seu irmão, S.Rafael, ia também uma caravela, em cujo comando ia Nicolau Coelho, a S.Miguel, e uma barca de mantimentos, com Gonçalo Nunes. Nesse mesmo dia, logo de manhã lá estava eu à espera para embarcar no porto do rio Tejo. Quando chegou a hora de embarcar, o que me custou mais foi a despedida por fazer, saber que ia embora e podia nunca mais voltar, despedi-me em silêncio, e lá ia eu entrar, para a nau de S. Gabriel, quando ouvi a minha mãe gritar:
-Boa viagem, volta por favor!
Eu, em grande aflição e sem saber o que responder, gritei de volta:
-Vou voltar, prometo!- e entrei.
Já com o barco em movimento, olhei para Lisboa e vi mulheres em grande desespero e muitas pessoas a chorar. Ainda a olhar também pensei que ia regressar! E lá fomos nós na aventura pelo mar a dentro.
Quando começámos, foi uma viagem calma, sem grande turbulência, até ali estava tudo a correr bem; chegámos ao Cabo Bojador sem grande confusão, passou-se muito bem. Iam passando os meses e nós lá estávamos no mar, na esperança de chegar um dia à Índia pela água.
Vasco da Gama tinha muita confiança, já nós simples marinheiros não tínhamos assim tanta. Mas, naquele momento, já não podíamos fazer nada.
Passados alguns meses, chegámos ao Cabo das Tormentas. Nunca tinha passado por nada assim, o mar estava agreste e o passar num cabo nunca foi fácil, naquele muito menos, combatemos ventos e marés, tempestades e dificuldades, muitas. No fim conseguimos. Foi uma grande luta, mas nós tínhamos conseguido, nem acreditávamos!
Muitos morreram, os mares não perdoam! Caíram vários marinheiros ao mar e não os conseguimos ajudar, outros morreram pelas doenças. Já tínhamos passado o Cabo, então, da Boa Esperança, estávamos muito ansiosos por chegar ao oriente. A partir dali, o caminho foi calmo e muito rápido.
Quando chegámos a Calecute não tivemos uma receção muito agradável, era precisamente 20 de maio de 1498, passados 10 meses de termos partido de Lisboa. O porto de Calecute estava cheio de barcos árabes e Vasco da Gama e toda a tripulação perceberam logo que não íamos ter a vida facilitada, mas tínhamos ido ali para conseguir o comércio das especiarias, não iriamos desistir facilmente.
Depois de algum tempo não muito bem passado no oriente, Vasco da Gama decidiu que voltaríamos para casa. Foi complicado sair da cidade indiana. O Gama teve de fazer reféns, mas o que importa é que saímos sãos e salvos. No dia 5 de outubro de 1498, iniciámos a viagem de regresso a Lisboa. Estava a correr tudo, até que Paulo da Gama, irmão do capitão da armada, morreu, vítima de doenças, por este acontecimento tão triste e tão marcante, parámos nos Açores para lhe dar sepultura.
Finalmente, no fim de agosto de 1499, chegámos à nossa capital, tristes pelas mortes e por termos sido mal recebidos no oriente, mas felizes por estarmos vivos e perto de quem mais nos ama e com o Cabo das Tormentas convertido em cabo da Boa Esperança.

Beatriz Garcia, 8.º B, Escola Básica da Venda do Pinheiro


À descoberta do caminho marítimo para a Índia

Chamo-me André Simões e fui um dos homens que embarcou na armada do senhor Vasco da Gama, rumo à Índia, em 1497. Decidi acompanhar Vasco da Gama, porque ambicionava uma vida melhor do que a que tenho como feirante.
Na primeira vez que vi o comandante da armada tive uma boa impressão, que se mantém ainda, tantos anos após a viagem. Parecia-me um homem forte de carácter, com ambição e confiança em si e nos seus homens (que bem precisavam). Fisicamente era um alto, bem constituído, com uma barba de impor respeito a qualquer um. Era já um experiente homem do mar.
Saímos de Lisboa nesta perigosa viagem no dia 8 de julho de 1497. Lembro-me como se fosse hoje… um dia cinzento, a condizer com a tristeza que todos nós sentíamos por sabermos que podia ser a última vez que víamos os nossos familiares, que estavam igualmente ou mais transtornados que nós.
-Não vá, por favor, não vá! – diziam os meus filhos entre lágrimas.
-Mas eu vou conseguir, prometo – dizia eu, com pouca convicção. – Eu vou voltar e vamos ter uma vida melhor! Nunca mais faltará pão em casa.
Eram duas naus, S. Gabriel e S. Rafael, a caravela Bérrio e uma barca de mantimentos para três anos. Ao todo, iam 170 homens, entre pilotos, mestres, carpinteiros, calafates e vulgares marinheiros. Na barca de mantimentos tínhamos farinha, biscoitos, peixe, marmelada, azeite, vinho e carnes secas.
Passámos pelo Cabo Bojador quinze dias depois da partida e fizemos aguada na feitoria de São Jorge da Mina.
Cerca de quatro meses depois da partida, estávamos a chegar ao Cabo Tormentoso. Até esse momento a viagem correra tranquilamente, mas todos tínhamos a noção que poderíamos morrer ali mesmo. Apanhámos duas tempestades. A primeira foi decerto a pior que eu já atravessei em toda a minha vida. O sol começou a esconder-se entre as nuvens, cada vez mais negras, e o vento uivava furiosamente. As ondas estavam cada vez maiores e mais violentas. Acho que estivemos dois dias à deriva e uma das naus naufragou, o que fez com que perdêssemos um quarto da tripulação.
Mas depois da tempestade vem a bonança e nós iríamos ser recebidos na Índia como heróis. Pelo menos era o que nós achávamos. Em vez disso, em Calecute esperava-nos um ambiente de grande hostilidade, pois os muçulmanos temiam a perda de exclusividade do comércio das especiarias e acrescia o facto de sermos cristãos. A nossa saída foi muito dificultada pelos indianos e pelos muçulmanos, e inclusivamente, fizemos alguns reféns para conseguirmos sair vivos de lá.
Depois de ultrapassado de novo o Cabo das Tormentas, acreditámos que poderíamos regressar a Lisboa em segurança. E aí sim, fomos recebidos como heróis pelas nossas famílias, e claro… por El-rei D. Manuel I.


Trabalho produzido por André Simões, 8.º B, Escola Básica da Venda do Pinheiro

Viagem à Índia


Em 1495, conheci Vasco da Gama. A minha primeira impressão foi a de que seria sábio e simpático, mas ao mesmo tempo um pouco rígido, o que era normal, pois ele era o capitão. Recebi um requerimento a exigir que o acompanhasse ao oriente. Como mero marinheiro que era, claro que aceitei, pois um dos meus sonhos era viajar com alguém importante.
No dia 8 de julho de 1497, eu e cerca de 170 homens, estávamos prontos para a viagem para a Índia.
A partida foi um pouco triste porque alguns homens nunca tinham viajado para tão longe e os seus familiares estavam comovidos. Falei com Vasco da Gama e perguntei-lhe o que levávamos de mantimentos e ele respondeu-me que não me preocupasse com isso pois tínhamos uma barca com mantimentos para três anos, também lhe perguntei quem chefiava cada um dos navios e ele respondeu-me que Nicolau Coelho chefiava uma caravela, Gonçalo Nunes, a barca dos mantimentos, Paulo da Gama, que era o seu irmão, uma nau chamada S. Rafael e ele, a nau S. Gabriel. Depois de falar com o comandante, fui arranjar as minhas coisas para a partida e também fui tomar o meu último almoço em Lisboa antes da partida, coloquei dois pares de calças e duas camisolas num saco para a viagem, fui para o cais carregar o material, comida e outras mercadorias. Esperámos muito tempo para embarcar todos os homens e todo o material, até partirmos em direção à Índia. Os nossos dias passavam-se a levantar e baixar velas, lavar o convés e fazer alguma coisa que Vasco da Gama ordenasse.
Certo dia, estávamos a almoçar e o marinheiro responsável por tentar avistar terra gritou que estava a avistar o Cabo das Tormentas; todos nós, incluindo Vasco da Gama, engolimos em seco, pois só Bartolomeu Dias tinha atravessado aquele cabo. Passado algum tempo, estávamos todos contentes e festejando a nossa passagem pelo cabo. Alguns meses depois parámos em Moçambique, para ir buscar mantimentos; aportámos, ainda, em Mombaça e Melinde. Em Mombaça recrutámos mais homens, pois alguns deles morreram pelo caminho, em Melinde parámos só para descansar, pois estávamos cansados de tanto navegar.
A 20 de maio de 1498, avistámos a Índia, Vasco da Gama ficou tão contente que parecia ter encontrado toneladas de ouro. Quando lá chegámos, em Calecut, os indianos olharam-nos desconfiados, pois não gostaram muito dos portugueses. Tentámos construir uma feitoria, mas não conseguimos.
Vasco da Gama estava muito contente por ter descoberto a Índia, mas, por outro lado, um pouco triste, pois o seu irmão Paulo da Gama morreu na vinda para Lisboa.
Adorei ter feito esta viagem. Era um dos meus sonhos. Agora estou perto da minha família e trabalho como mero pescador.



Tomás Gonçalves, 8.º B, Escola Básica da Venda do Pinheiro

quinta-feira, 10 de março de 2016

A propósito do Dia da Mulher


In http://sr.photos3.fotosearch.com/bthumb/FCY/FCY322/42-19750019.jpg [consultado em 10.março.2016]

Ser mulher

Ser mulher
é ter um dom,
é conseguir dar ao mundo
um novo ser,
é ter um coração aberto
a todos os tipos de amor,
é conseguir dar continuidade
à humanidade,
é ser alguém
que merece respeito,
que merece amor
e uma pessoa para amar.
Ser uma mulher
é ser um ser humano,
é ter um dom,
é ser inexplicável,
é ser simplesmente…
Mulher.

Íris Ribeiro, 7.º D

domingo, 27 de setembro de 2015

Recordações de férias...




In http://1.bp.blogspot.com/-sYn9o8lVp6E/T4wKruZzLoI/AAAAAAAADVk/7DIIBr5Efw0/s1600/l (consultado em 27 de setembro de 2015).

As férias
Já estou de novo em aulas, já tive as minhas férias, mas ainda dá para relatar o que fiz com elas.
Nas primeiras semanas, tive de trabalhar, tirei da secretária as coisas do sexto ano, para um novo ano a poder ocupar.
Também ocupei as férias a jardinar, mas, essencialmente, brinquei com os meus animais.
Não esquecer que era verão e com ele vêm as limpezas que dão um trabalhão!
Li livros que nas trevas se passaram, outros cheios de enigmas e aventuras, outros apenas simples, mas ao mesmo tempo complexos, com um enredo complicado que, no final, se tornava claro como água.
Não há muito mais a acrescentar sobre como aproveitei as férias, apenas posso dizer que foram muito preenchidas.

Íris Ribeiro, 7.ºD